
O que é o Aristocrata
Elegância, honra e lealdade, com a lucidez sobre o poder que impede a elegância de ser ingênua. O Aristocrata é sobre o homem que conhece o jogo e não perde a classe.
Ser homem é ter a força necessária para proteger.
Julgamos atos, nunca identidades. Não há desculpa para a injustiça, a falta de caráter, a deslealdade e a hipocrisia. E não há preconceito contra quem uma pessoa é.
Lemos os clássicos da conduta, do poder e da estratégia para nos defender, nunca para manipular quem está perto. Cada edição abre com uma frase que tem autor, obra e passagem, conta quem viveu o princípio ou caiu por ignorá-lo e termina com uma lição. É curta de propósito: não tenta dizer tudo.
As quatro casas
O código se organiza em quatro casas. Cada edição mora em uma delas.
Caráter
Regras 2, 3, 4, 8
A palavra cumprida, a lealdade recíproca, a honra acima do dinheiro. É o que um homem é quando ninguém está olhando, e o critério pelo qual julga os outros: pelos atos.
Casa
Regras 1, 5, 11
A família e o patrimônio. A força serve para proteger os seus, nunca contra eles. A régua que se dá à casa é a que se vive, e o patrimônio é proteção, não vitrine.
Corpo e espírito
Regras 7, 10
A mente e o corpo guardados como uma fortaleza, porque é deles que vem a força para proteger. E a solitude, que liberta de precisar de plateia.
Presença
Regras 6, 9, 12
Como se está no mundo: falar menos do que se sabe, não anunciar o império antes da hora, conhecer o jogo do poder para nunca ser presa dele. A elegância que não se explica.
O Código do Aristocrata
- Quem usa a força com os seus perde o direito a ela.
- Nunca prometa o que não pode cumprir.
- A lealdade é dada a quem merece, e deve ser recíproca.
- A honra vale mais que o dinheiro. O que se compra com a honra sai caro demais.
- Seja a régua que guia a tua vida e a tua família.
- Quem anuncia o império antes da hora chama os inimigos.
- Abrace a solitude: quem precisa de plateia vive refém dela.
- Julgue atos, nunca pessoas pelo que são. Injustiça, hipocrisia e deslealdade não têm desculpa.
- Fale menos do que sabe. Quem se explica demais se diminui.
- Cuide da mente e do corpo como quem guarda uma fortaleza: é deles que vem a força para proteger.
- Não deva a ninguém. O patrimônio é proteção, não vitrine.
- Conheça o jogo do poder para nunca ser presa dele.
A regra da discrição
Se não te contaram, não pergunte.
Se não te perguntaram, não responda.
Se não te convidaram, não vá.
Se não te chamaram, não insista.
Onde não for bem-vindo, não permaneça.
A biblioteca
Os livros de onde vêm as edições, agrupados pelos pilares. O link leva a uma edição em domínio público quando ela existe; sem fonte verificável, o livro fica sem link.
Conduta e elegância
- A arte da prudência (Oráculo manual)1647Wikisource →
- O Cortesão1528Project Gutenberg →
- Cartas ao filho1774Project Gutenberg →
- Hagakurec. 1716
Clássicos do poder
- O Príncipe1532Project Gutenberg →
- História da Guerra do Peloponesoc. 400 a.C.Project Gutenberg →
- Anais (livros I a VI)c. 117Project Gutenberg →
- Leviatã1651Project Gutenberg →
- Arthashastrac. séc. III a.C.Internet Archive →
Estratégia e conflito
- A arte da guerrac. séc. V a.C.Project Gutenberg →
- Da guerra1832Project Gutenberg →
- O livro dos cinco anéis1645
A natureza humana sem verniz
- Máximas1665Project Gutenberg →
- Aforismos para a sabedoria de vida1851Project Gutenberg →
- Além do bem e do mal1886Project Gutenberg →
- O processo1925Project Gutenberg →
Estoicismo diante do poder
- Cartas a Lucílioc. 65Wikisource →
- Meditaçõesc. 180Project Gutenberg →
- Encheirídionc. 125Project Gutenberg →
EDIÇÕES
A mesa de Senigallia
Na noite de 31 de dezembro de 1502, quatro condottieri cruzaram os portões de Senigallia para jantar com o duque Valentino. Acreditavam que a paz estava selada. Antes do amanhecer, dois estavam mortos por estrangulamento e dois, presos. O secretário florentino que os viu chegar levou a cena para um livro que ainda hoje se lê como um tratado sobre o poder.